Antes de ficar grávida eu não tinha ideia de como o tipo de parto poderia ser uma coisa tão importante e tão discutida. Nem tinha muitas informações sobre o assunto. Eu sabia que ou se fazia cesárea ou se fazia parto normal, minha mãe sempre me disse que normal era melhor porque a recuperação era mais rápida, e essa foi a minha referência para decidir que o dia em que eu tivesse filho eu queria um parto normal.
Quando fiquei grávida e comecei a ler blogs e artigos relacionados, descobri que o assunto é muito mais amplo do que eu podia imaginar. A discussão vai desde a questão de cesáreas precoces, passando por abuso moral na hora do parto. Tanta informação só serviu para me deixar com mais certeza de que queria um parto normal. Apesar de me encantar com a possibilidade de um parto natural e humanizado, ainda não me senti preparada.
E assim foi, meu parto foi normal, sem anestesia e muito tranquilo. Quando o assunto é parto, é comum julgar outras escolhas, mas eu tenho praticado esse exercício do não julgamento. Entendi que fazer uma cesárea simplesmente por conveniência do obstetra, ou para escolher o dia do aniversário do meu filho não serve para mim, mas não me vejo no direito de julgar quem faz. Cada um sabe o que é melhor para si. Mas convido você, leitor, a pensar no parto normal como algo que foi feito para acontecer. Faz parte da natureza, assim como nosso corpo se adapta ao bebê, e os orgãos dão espaço ao útero, nosso corpo também está preparado para trazer esse bebê ao mundo.
O canal GNT estreou na semana passada a série "Parto pelo mundo", onde a parteira Mayra Calvete e seu marido Enrico Ferrari apresentam os diferentes tipos de parto em vários países, e nos mostra que o parto normal, natural e humanizado é muito mais comum do que imaginamos e faz parte da cultura de diversos países. A série traz também depoimentos da modelo Gisele Bündchen, que teve seus dois filhos em casa, com parto humanizado.

O SITE DO PROGRAMA APRESENTA OS DIFERENTES TIPOS DE PARTO
1)Parto normal é o mais indicado
O parto normal é mais seguro do que a cesariana e mais indicado às mães que não têm risco na gravidez. Oferece menos riscos de infecção, prematuridade e hemorragia, além de mais vantagens para o bebê. "Nosso corpo foi feito, programado e evoluído para ter o bebê de forma natural. Em outros lugares que fui pelo mundo, essa é a única opção que as mulheres têm e elas nem questionam se existe outra forma ou não, porque assim é que é", diz Mayra. Segundo ela, o parto vaginal é melhor para o bebê. "A passagem pelo canal vaginal fortalece o sistema imunológico, a pressão no bebê ajuda a eliminar o excesso de líquido no pulmão, o bebê tem contato com as bactérias da vagina e isso fortalece o sistema imunológico no primeiro ano", explica.
2)Cesária: Brasil é campeão neste tipo de parto
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é campeão de cesarianas no mundo. O procedimento cirúrgico é indicado apenas para as mulheres ou os bebês que correm risco, como posição inadequada do feto ou descolamento prematuro da placenta. "Concordo que a cesariana é também um direito de escolha da mulher e um grande avanço da medicina, nos casos que é necessária. É cortar o corpo da mulher onde ele não foi feito para ser aberto. É uma cirurgia e tem os riscos da anestesia, riscos de infecção e de maior perda sanguínea do que outra cirurgia. Nos partos agendados, muitos nascem prematuros. Às vezes, acham que o bebê está com 39 semanas, mas está com 38. Ou não está pronto para nascer, ou não está com o pulmão maduro, pronto para respirar", observa a enfermeira obstetra e parteira, que sugere: "As mulheres que realmente querem uma cesariana, pelo menos esperem entrar em trabalho de parto que é quando o bebê dá sinais de que está maduro para nascer.".
3)Parto na água e de cócoras
O parto na água é uma das inúmeras modalidades de partos existentes pelo mundo, como conta Mayra Calvette no programa "Parto pelo mundo". Normal ou natural e, claro, humanizado, o parto na água é feito em uma banheira ou pequena piscina com água morna, e tem a participação ativa do pai que fica por trás dando apoio à mulher na banheira. O conforto da água morna tranquiliza a mulher e ajuda a aliviar as dores da contração, mas não é indicado, de acordo com o Ministério da Saúde, em casos de parto prematuro, quando a gestante tem diabetes, hipertensão, HIV positivo, herpes genital ativo, hepatite B ou o bebê tem mais de 4kg.
Em suas viagens, Mayra mostra partos onde a mulher tem o bebê sozinha, usa uma saia grande e, de cócoras, a criança nasce no vestido, como no Tibet; partos onde a mulher se segura em uma corda e a força da gravidade ajuda o bebê a descer e deixa a mãe em uma posição confortável, como acontece em Laos, na Alemanha, e em outros países do mundo. No país europeu, inclusive, o parto de cócoras também é muito disseminado, com a mulher sentada em uma cadeira ou num banco especial e a força da gravidade facilitando o processo.
4)Parto natural e humanizado
A diferença entre o parto normal e o natural é que no normal muitas vezes há intervenções químicas ou cirúrgicas. "Como o uso de ocitocina para acelerar as contrações, por exemplo, ou o fato de a mulher não ter liberdade para escolher a posição mais confortável, a que ela se sente mais à vontade no trabalho de parto. Também pode haver a episiotomia ou analgesia. O parto normal não é natural porque tem intervenções", explica Mayra Calvette.
No parto natural não há intervenções, evita-se lacerações e esse tipo de parto também é humanizado. "O humanizado respeita as escolhas da mulher. As posições que ela quer, pode ter alguém dando apoio o tempo todo, uma doula ou o marido. E pode ser no lugar que ela queira, como o hospital ou em casa", justifica a parteira que acompanha cerca de cinco partos humanizados por mês, na casa da grávida ou no hospital. Muitas vezes, no parto natural, a mulher é induzida a sentir o bebê segurando sua cabeça com a mão, estimulando que ele saia com calma para reduzir o risco de laceração vaginal.
5)Como é a estrutura do parto em casa
Essa modelidade de parto natural e humanizado é a que Mayra Calvette realiza com mais frequência e é indicado para as mulheres com gravidez de baixo risco. Enquanto muitas mulheres se sentem seguras no hospital, outras acreditam que sua casa é o porto seguro e, por isso, optam por ter o bebê longe dos holofotes de uma mesa de cirurgia. "Levamos todos os equipamentos de emergência para a casa da mulher, como oxigênio, ambu (respirador manual para 'ambuzar' o bebê caso ele não nasça respirando), medicação para o pós-parto e para hemorragia se a mulher sangrar demais, soro para pegar acesso venoso e temos que ter também um hospital de referência, um plano B para qualquer problema", enumera a apresentadora do programa "Parto pelo mundo".
É com o parto humanizado ou natural que a transição do bebê ocorre da maneira mais tranquila possível. "Não cortamos o cordão umbilical, pois ele tem o tamanho perfeito para o bebê nascer e ir para o colo da mãe. O cordão fica pulsando e o bebê recebe sangue e oxigênio da mãe, prevenindo anemia. Ele respira fazendo a transição com muito mais tranquilidade do que nos casos que de ter que dar o choro estridente para ter o oxigênio. O bebê começa a respirar sem precisar chorar, quando o cordão para de pulsar", reforça Mayra.
PARTO PELO MUNDO - GNT
DOMINGO - 23:30 HS
Conta pra mim sua opinião sobre os partos e como foi o seu? Estou curiosa!
Quando fiquei grávida e comecei a ler blogs e artigos relacionados, descobri que o assunto é muito mais amplo do que eu podia imaginar. A discussão vai desde a questão de cesáreas precoces, passando por abuso moral na hora do parto. Tanta informação só serviu para me deixar com mais certeza de que queria um parto normal. Apesar de me encantar com a possibilidade de um parto natural e humanizado, ainda não me senti preparada.
E assim foi, meu parto foi normal, sem anestesia e muito tranquilo. Quando o assunto é parto, é comum julgar outras escolhas, mas eu tenho praticado esse exercício do não julgamento. Entendi que fazer uma cesárea simplesmente por conveniência do obstetra, ou para escolher o dia do aniversário do meu filho não serve para mim, mas não me vejo no direito de julgar quem faz. Cada um sabe o que é melhor para si. Mas convido você, leitor, a pensar no parto normal como algo que foi feito para acontecer. Faz parte da natureza, assim como nosso corpo se adapta ao bebê, e os orgãos dão espaço ao útero, nosso corpo também está preparado para trazer esse bebê ao mundo.
O canal GNT estreou na semana passada a série "Parto pelo mundo", onde a parteira Mayra Calvete e seu marido Enrico Ferrari apresentam os diferentes tipos de parto em vários países, e nos mostra que o parto normal, natural e humanizado é muito mais comum do que imaginamos e faz parte da cultura de diversos países. A série traz também depoimentos da modelo Gisele Bündchen, que teve seus dois filhos em casa, com parto humanizado.

O SITE DO PROGRAMA APRESENTA OS DIFERENTES TIPOS DE PARTO
1)Parto normal é o mais indicado
O parto normal é mais seguro do que a cesariana e mais indicado às mães que não têm risco na gravidez. Oferece menos riscos de infecção, prematuridade e hemorragia, além de mais vantagens para o bebê. "Nosso corpo foi feito, programado e evoluído para ter o bebê de forma natural. Em outros lugares que fui pelo mundo, essa é a única opção que as mulheres têm e elas nem questionam se existe outra forma ou não, porque assim é que é", diz Mayra. Segundo ela, o parto vaginal é melhor para o bebê. "A passagem pelo canal vaginal fortalece o sistema imunológico, a pressão no bebê ajuda a eliminar o excesso de líquido no pulmão, o bebê tem contato com as bactérias da vagina e isso fortalece o sistema imunológico no primeiro ano", explica.
2)Cesária: Brasil é campeão neste tipo de parto
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é campeão de cesarianas no mundo. O procedimento cirúrgico é indicado apenas para as mulheres ou os bebês que correm risco, como posição inadequada do feto ou descolamento prematuro da placenta. "Concordo que a cesariana é também um direito de escolha da mulher e um grande avanço da medicina, nos casos que é necessária. É cortar o corpo da mulher onde ele não foi feito para ser aberto. É uma cirurgia e tem os riscos da anestesia, riscos de infecção e de maior perda sanguínea do que outra cirurgia. Nos partos agendados, muitos nascem prematuros. Às vezes, acham que o bebê está com 39 semanas, mas está com 38. Ou não está pronto para nascer, ou não está com o pulmão maduro, pronto para respirar", observa a enfermeira obstetra e parteira, que sugere: "As mulheres que realmente querem uma cesariana, pelo menos esperem entrar em trabalho de parto que é quando o bebê dá sinais de que está maduro para nascer.".
3)Parto na água e de cócoras
O parto na água é uma das inúmeras modalidades de partos existentes pelo mundo, como conta Mayra Calvette no programa "Parto pelo mundo". Normal ou natural e, claro, humanizado, o parto na água é feito em uma banheira ou pequena piscina com água morna, e tem a participação ativa do pai que fica por trás dando apoio à mulher na banheira. O conforto da água morna tranquiliza a mulher e ajuda a aliviar as dores da contração, mas não é indicado, de acordo com o Ministério da Saúde, em casos de parto prematuro, quando a gestante tem diabetes, hipertensão, HIV positivo, herpes genital ativo, hepatite B ou o bebê tem mais de 4kg.
Em suas viagens, Mayra mostra partos onde a mulher tem o bebê sozinha, usa uma saia grande e, de cócoras, a criança nasce no vestido, como no Tibet; partos onde a mulher se segura em uma corda e a força da gravidade ajuda o bebê a descer e deixa a mãe em uma posição confortável, como acontece em Laos, na Alemanha, e em outros países do mundo. No país europeu, inclusive, o parto de cócoras também é muito disseminado, com a mulher sentada em uma cadeira ou num banco especial e a força da gravidade facilitando o processo.
4)Parto natural e humanizado
A diferença entre o parto normal e o natural é que no normal muitas vezes há intervenções químicas ou cirúrgicas. "Como o uso de ocitocina para acelerar as contrações, por exemplo, ou o fato de a mulher não ter liberdade para escolher a posição mais confortável, a que ela se sente mais à vontade no trabalho de parto. Também pode haver a episiotomia ou analgesia. O parto normal não é natural porque tem intervenções", explica Mayra Calvette.
No parto natural não há intervenções, evita-se lacerações e esse tipo de parto também é humanizado. "O humanizado respeita as escolhas da mulher. As posições que ela quer, pode ter alguém dando apoio o tempo todo, uma doula ou o marido. E pode ser no lugar que ela queira, como o hospital ou em casa", justifica a parteira que acompanha cerca de cinco partos humanizados por mês, na casa da grávida ou no hospital. Muitas vezes, no parto natural, a mulher é induzida a sentir o bebê segurando sua cabeça com a mão, estimulando que ele saia com calma para reduzir o risco de laceração vaginal.
5)Como é a estrutura do parto em casa
Essa modelidade de parto natural e humanizado é a que Mayra Calvette realiza com mais frequência e é indicado para as mulheres com gravidez de baixo risco. Enquanto muitas mulheres se sentem seguras no hospital, outras acreditam que sua casa é o porto seguro e, por isso, optam por ter o bebê longe dos holofotes de uma mesa de cirurgia. "Levamos todos os equipamentos de emergência para a casa da mulher, como oxigênio, ambu (respirador manual para 'ambuzar' o bebê caso ele não nasça respirando), medicação para o pós-parto e para hemorragia se a mulher sangrar demais, soro para pegar acesso venoso e temos que ter também um hospital de referência, um plano B para qualquer problema", enumera a apresentadora do programa "Parto pelo mundo".
É com o parto humanizado ou natural que a transição do bebê ocorre da maneira mais tranquila possível. "Não cortamos o cordão umbilical, pois ele tem o tamanho perfeito para o bebê nascer e ir para o colo da mãe. O cordão fica pulsando e o bebê recebe sangue e oxigênio da mãe, prevenindo anemia. Ele respira fazendo a transição com muito mais tranquilidade do que nos casos que de ter que dar o choro estridente para ter o oxigênio. O bebê começa a respirar sem precisar chorar, quando o cordão para de pulsar", reforça Mayra.
PARTO PELO MUNDO - GNT
DOMINGO - 23:30 HS
Conta pra mim sua opinião sobre os partos e como foi o seu? Estou curiosa!
Muito bom o post!! Eu tambem queria parto normal, pois tenho uma amiga enfermeira obstetra que me ensinou tudo sobre parto kkkk , mas meus filhos não quiseram não!!
ResponderExcluirOs dois entrei em trabalho de parto e não deu certo. No primeiro não tive dilatação e ele entrou em sofrimento. Na segunda meu utero não relaxava após as contrações e isso fez ela entrar em sofrimento também.
Enfim os bebes tambem escolhem o modo q querem nascer. E infelizmente os hospitais não estão preparados para o parto humanizado, senti muita falta do meu marido no meus pré-parto.
Bjs
Mari
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